Dias Banais...

Por vezes pergunto-me o porquê de uns dias tudo correr como se estivesse no paraíso, e noutros dias correr tudo como se estivesse a viver no inferno cheio de criaturas vermelhas cor de vingança e com o ódio no olhar… Mas acho que nunca terei a resposta a tal pergunta. Nem eu, nem ninguém.
Os meus dias têm sido passados assim:
7:30- saio de casa para a escola
Passo o dia na escola, intervalos (e até no tempo de aula) com os amigos, convívio é o que não falta. Maioritariamente, e talvez por sermos raparigas, falamos de rapazes, coisa que nada monótona a menos que alguma de nós esteja com problemas não resolvidos (que é o que acontece). Quando há rapazes á mistura no nosso grupo procuramos falar sempre de assuntos diversos para os integrar. Depois, no fim das aulas, depois de horas de almoço a falar e dar conselhos e opiniões, depois de ajudar e, talvez, também ser ajudada com conselhos, volto para casa, passo pela internet, faço o meu exercício diário, tomo banho, vou dormir, e no dia seguinte ‘clica-se’ no REPEAT.
Desde, mais ou menos, a meio deste ano que os meus dias são bastante monótonos visto que tenho um horário semanal bastante complicado e completamente bipolar.
Daqui a uns dias, muito poucos, faço anos, combinei um almoço e bem… Espero que pelo menos os poucos que convidei apareçam… E que na segunda festa que farei apareçam também outros, pois tive de fazer duas festas para conseguir estar com todos.
De uns dias para cá a minha tia tem-me dito coisas que vagueiam na minha mente durante muito tempo sobre vários assuntos, desde amores, amigos, escola, atitudes, e outros… Começo a pensar que ela até tem razão no que dia, mas a coragem e a “vontade” de acreditar é pior que eu, e simplesmente não consigo aceitar certos factos que espero que daqui a uns tempos consiga tirar a limpo.
Os meus amigos começam a ser muito contraditórios quanto a mim, já não sei quem é verdadeiro, quem não o é.
Os amores… Essa história tão mal (ou bem) contada… Já não consigo perceber nada de nada… Uns dizem uma coisa e depois vêm outros e retornam a medalha como se fosse passar de ouro a cobre… Um demonstra, outro nem quer saber, depois já é o oposto, o primeiro não quer saber e o outro já demonstra…
Basicamente a minha vida parece um baralho de cartas completamente desordenado onde a carta que tiras pode ser a que tem mais pontos como a que te vai fazer perder o jogo a qualquer momento sem oportunidade de saída.

Preciso de pensar.

Preciso de estar só eu e o tempo.



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