Quem sou eu?

Ontem adormeci com um desejo imenso de escrever, uma vez que não escrevo há muito tempo pois nunca pensei ter vocação para tal. A verdade é que maior parte das pessoas que lêem os meus textos dizem que tenho um enorme jeito, apenas nunca me dei ao trabalho de explorar mais esse tal “dom” que dizem que tenho, não me perguntei ainda o porquê pois na verdade nem eu sei bem a resposta a essa pergunta. Neste texto vou falar um pouco sobre mim para uma pequena introdução ao Blog que vai ser “”anónimo””.

Sou muito de contradições, dedico-me muito às pessoas e consigo ser a melhor pessoa perto delas, mas quando toca a aldrabice ou impostura ou algo do género consigo ser a pior pessoa do mundo. Sou muito 8 ou 80, bipolaridade é o meu nome do meio, não que sofra de tal “doença” (penso que se considere uma doença), mas tanto consigo estar muito bem como no segundo a seguir a estrebuchar com toda a gente à minha volta.
Mesmo quando as pessoas pensam que me conhecem, as opiniões dos meus amigos, familiares ou pessoas próximas vão sempre parecer sobre pessoas completamente diferentes ou nada congéneres. Correspondente ao meu estado de espírito evidencio as várias e contrárias mulheres que existem “dentro” de mim. É muito complicado alguém estar comigo todos os dias, e conseguir ver constantemente a mesma pessoa. As minhas diferentes disposições deixam qualquer um na dúvida “Será que acabei de conhecer uma nova mulher? Ou estarei ainda na presença de uma velha amiga?”. Adoro experimentar todos os dias uma coisa nova, caso contrário os dias começam a ser exageradamente tediosos aos meus olhos, necessito de ultrapassar horizontes para me sentir realizada, algo que me pode matar aos poucos é mesmo a monotonia.
Aceito mudanças muito facilmente, provavelmente com tanta facilidade que custa a algumas pessoas acreditar, desde que não seja no comportamento de amigos próximos, família ou do companheiro. É muito difícil entregar-me sem expor todas as dúvidas que tiver. Analiso os prós e os contras de todo o tipo de relacionamentos, queira ou não, sou assim. A ideia de ter um namorado ou alguém que me possa tirar a liberdade é a coisa que mais me incomoda e atormenta, de resto, seja qual for o assunto, sou muito directa e não costumo fazer rodeios. Normalmente tomo sempre a melhor escolha, claro que muitas vezes falho, mas errar é humano, e aceitar é tudo o que podemos fazer depois de errar, e logo a seguir remediar o erro. Se por acaso a melhor escolha se tornar na pior de todo o sempre, não perco tempo e recomeço do 0, não tenho medo de recomeçar pois sempre foi o meu ponto forte. Dificilmente repito os mesmos erros.
Normalmente sou uma óptima companhia, alegre e agradável (modéstia à parte) tirando as minhas fases completamente azedas, que me tornam insuportável admito. Quanto a namoros, gosto de manter uma boa relação de amizade, para que ambos nos sintamos bem, dando a perceber que para além de uma namorada, ele terá sempre uma grande amiga, se não mesmo uma melhor amiga do seu lado em qualquer ocasião. Por mais apaixonada que esteja sou incapaz de não apreciar um bom corpo ou de não dizer “Meu Deus, aquele Zac Efron” ou algo do género, vou sempre olhar para outros homens, namoro mas não fico cega, jamais. Não me chegam ouvir palavras ou juras de amor, sou bastante dura nisso, claro que ele deve agradar com o seu dom perfeito de citar palavras amorosas, mas como já disse antes, o monótono torna-se tédio.
Consigo ser tão imprevisível que me deixo encantar tanto com o som de um passarinho a cantar como com uma música de rock dos anos 80 a tocar o mais alto possível. Tenho uma capacidade infindável de me apaixonar num momento e logo a seguir desiludir-me e questionar-me o porquê de me ter apaixonado por tal pessoa, objecto ou seja o que for.



Penso que disse tudo o que queria. Caso não o tenha feito irei escrever no próximo texto. Tentarei ser breve a publicar um novo post.
-L

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